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sexta-feira, 4 de março de 2011

A imagem híbrida : a síntese entre o universo fotográfico e o digital


Andre Luis Favilla


    António Campos Leal - entre o analógico

Titulando um trabalho de de Dissertação de Mestrado, da autoria de Andre Luis Favilla que vos proponho. 


Resumo: O presente trabalho tem como objetivo primeiro investigar o impacto das tecnologias informáticas sobre a imagem fotográfica. De um lado, acreditamos que a síntese entre a informação fotográfica e a digital defme novos modos de criação imagética, anteriormente inexistentes. De outro, entendemos que esta síntese altera profundamente a perspectiva de recepção destes signos visuais dentro da sociedade contemporânea. O esforço intelectual aqui materializado pretende circunscrever a problemática do signo híbrido além de cortes simplistas que, ora entendem que a imagem híbrida, ou fotografia digital, é um mero desdobramento tecnológico da imagem fotográfica; ora entendem que as novas tecnologias superam a imagem fotográfica, como se houvesse mesmo uma meta a ser atingida e, neste sentido, "a fotografia estaria morta". Sabemos da dificuldade em reduzir analiticamente o signo fotográfico vista a complexidade e amplitude de sua inserção na nossa cultura visual. A informação digital, acreditamos, adiciona complexidade à análise da imagem fotográfica; não podemos nem devemos simplificar o problema 

http://cutter.unicamp.br/document/?down=vtls000132157

    António Campos Leal - e o digital

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Fotografia

Durante anos aceitei como “dogma” ser valor assumido de uma fotografia o conter em si mais de mil palavras. Folheada página e mais página de muito boa literatura entendi o desnecessário acrescento de uma qualquer fotografia. Em contra-ponto, principalmente nos anos de adolescência, ficava entusiasmado quando num qualquer livro de uma qualquer aventura, via surgir a gravura como forma de ilustração.
Tornado apreciador de Banda Desenhada apreciei com prazer o discurso do texto ilustrado. Com o tempo não perdi o interesse, mas mudei meus hábitos de leitura.
Fruto de uma ligação que se intensificava, com o passar dos anos, às questões da Fotografia, o ensaio passou a dominar o espaço que dedicava à leitura.
Ensaio, teses de mestrado ou douturamento eram por assim dizer a ocupação de todo um espaço temporal e analítico que fizeram de mim, e a avaliação é minha, um interessado e talvez conhecedor das questões à Fotografia associadas. As modas, o valor, o entusiamo, a qualidade, as estéticas, o lixo, o que gostava e também o que detestava assentou num percurso feito pelo mudar das décadas, pela transição do século e daí de um milénio que viu surgir novas tecnologias nos mais variados campos e a que a Fotografia havia de estar associada.
A Fotografia muda de principio tecnológico. A Fotografia sustenta então a sua produção num meio tecnológico que altera intensamente a prática da mesma. O Digital surge e toma conta da quase totalidade do processo de produção da imagem dita Fotográfica.
Aos meios que até aí tinham servido a essa produção resta-lhes uma reduzida franja de realização originando encerramento e desaparecimento de marcas até aí dominantes no mercado. Durante algum tempo a vorajem dos dias vai assistir a convulsões de mercado que suscitam imensas dúvidas quanto ao futuro da hoje denominada Fotografia Analógica.
Antecedendo esta fase tinha sido meu entendimento que se o Futuro era Digital tal não significaria o funeral de um sistema que atravessara um século e estava ligado a grandes transformações do pensamento e da atitude do século XIX. Uma saída se me afigurava, o produto iria ter custos mais elevados, e as propostas seriam mais reduzidas. Mas a Fotografia que atravessara todo o sec. XX sobreviveria e até acreditava continuaria a dar-nos novas propostas. Assim aconteceu.
Os materiais destinados à produção de fotografia analógica surgem já não todos os dias, mas quase ciclicamente são apresentados novos materiais, uns para consumo de entrada com características muito interessantes para quem se inicia na magia da câmara escura outros de altissima qualidade fazem o seu aparecimento. E, se algumas marcas embelemáticas tiveram o seu desaparecimento, é quase desafiadora a forma como logo a seguir surgem projectos para dar corpo a novas propostas.
Assim, numa coexistência outrora impensável, encontramos grupos dedicados ao trabalho mais clássico, logo ao lado um outro grupo associa o digital à produção de ideias já vistas em outras épocas mas a que o tratamento com um qualquer programa de tratamento digital, vem abrir novos caminhos na sua execução.
O mercado vai gradualmente estabilizar nas propostas que apresenta (não é indiferente ao momento de crise económica que atrevessa) e assim teremos mais tempo para definir as àreas ou a temática que interessará mais a cada autor e permitindo ainda, dimensionar a importância de cada área de produção.
A Fotografia é um mundo para lá da rede e das redes sociais são biliões de imagens em circulação e a selecção será feita por forma a satisfazer interesses vários e que ultrapassam em muito o espaço da movimentação individual. A Fotografia está na sua hora H e o autor vai ter de desbobrir o seu dia D.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

El extravío del objeto: fotografía e imagen digital

Fábrica das Artes - Alcobaça
© António Campos Leal
A discussão teorizada em torno da Fotografia na dicotomia suportes clássicos e digital será razão de variados trajectos de autores diversos. Neste texto de Guillermo Yáñez Tapia uma interessante perspectiva ao dispôr dos interessados no endereço: