quarta-feira, 30 de junho de 2010

A Semiótica Como Suporte à Leitura Da Imagem Fotográfica



Saber ler é o começo do longo trajecto da aprendizagem. Iniciada essa viagem o noviço vai crescendo na ânsia de acumular informação e conhecimento. A Fotografia muito mais que um conhecimento tecnológico (hoje a qualidade oferecida por sistemas mecânicos, processadores e ópticas resolvem muitas das interrogações elaboradas pelo neófito) é um constante estimulo a uma escrita que muitos não conseguem descodificar.
Assim, o conhecimento que a Semiótica  propicia, tornará o interessado, mais capaz na descodificação de uma linguagem que fazendo parte do dia-a-dia, não é legível pela grande maioria.

Dois trabalhos de qualidade reconhecida aqui vos deixo.


Semiótica Geral - António Fidalgo


Manual de Semiótica - António Fidalgo/Anabela Gradim


sexta-feira, 25 de junho de 2010

QUINTESSENCE - um blogue

Hoje a referência a um blogue em que estive "preso" durante mais de uma hora. Estimulante percurso me foi propiciado. Uma Fotógrafa e Escritora de que desconhecia o Trabalho. É ela ELLEN RENNARd, um trabalho que acompanharei e aqui divulgo.

http://ellenrennard.blogspot.com/

copyright_ellenrennard_09

domingo, 13 de junho de 2010

La parole des primitifs

Será possível a modernidade sem conhecer o início da Fotografia? Eu não acredito. E por isso aqui fica um trabalho que entendo servir a um melhor entendimento de um momento específico e a que por vezes, muitos dos que dão os primeiros passos na produção de "imagens" de raiz fotográfica não se aproximam.


Publicado em 1997, No3 Novembre 1997 : Frontières de l'image/Le territoire et le document,  em "Études Photographiques" é a proposta que aqui deixo para esta semana

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Fotografia

Durante anos aceitei como “dogma” ser valor assumido de uma fotografia o conter em si mais de mil palavras. Folheada página e mais página de muito boa literatura entendi o desnecessário acrescento de uma qualquer fotografia. Em contra-ponto, principalmente nos anos de adolescência, ficava entusiasmado quando num qualquer livro de uma qualquer aventura, via surgir a gravura como forma de ilustração.
Tornado apreciador de Banda Desenhada apreciei com prazer o discurso do texto ilustrado. Com o tempo não perdi o interesse, mas mudei meus hábitos de leitura.
Fruto de uma ligação que se intensificava, com o passar dos anos, às questões da Fotografia, o ensaio passou a dominar o espaço que dedicava à leitura.
Ensaio, teses de mestrado ou douturamento eram por assim dizer a ocupação de todo um espaço temporal e analítico que fizeram de mim, e a avaliação é minha, um interessado e talvez conhecedor das questões à Fotografia associadas. As modas, o valor, o entusiamo, a qualidade, as estéticas, o lixo, o que gostava e também o que detestava assentou num percurso feito pelo mudar das décadas, pela transição do século e daí de um milénio que viu surgir novas tecnologias nos mais variados campos e a que a Fotografia havia de estar associada.
A Fotografia muda de principio tecnológico. A Fotografia sustenta então a sua produção num meio tecnológico que altera intensamente a prática da mesma. O Digital surge e toma conta da quase totalidade do processo de produção da imagem dita Fotográfica.
Aos meios que até aí tinham servido a essa produção resta-lhes uma reduzida franja de realização originando encerramento e desaparecimento de marcas até aí dominantes no mercado. Durante algum tempo a vorajem dos dias vai assistir a convulsões de mercado que suscitam imensas dúvidas quanto ao futuro da hoje denominada Fotografia Analógica.
Antecedendo esta fase tinha sido meu entendimento que se o Futuro era Digital tal não significaria o funeral de um sistema que atravessara um século e estava ligado a grandes transformações do pensamento e da atitude do século XIX. Uma saída se me afigurava, o produto iria ter custos mais elevados, e as propostas seriam mais reduzidas. Mas a Fotografia que atravessara todo o sec. XX sobreviveria e até acreditava continuaria a dar-nos novas propostas. Assim aconteceu.
Os materiais destinados à produção de fotografia analógica surgem já não todos os dias, mas quase ciclicamente são apresentados novos materiais, uns para consumo de entrada com características muito interessantes para quem se inicia na magia da câmara escura outros de altissima qualidade fazem o seu aparecimento. E, se algumas marcas embelemáticas tiveram o seu desaparecimento, é quase desafiadora a forma como logo a seguir surgem projectos para dar corpo a novas propostas.
Assim, numa coexistência outrora impensável, encontramos grupos dedicados ao trabalho mais clássico, logo ao lado um outro grupo associa o digital à produção de ideias já vistas em outras épocas mas a que o tratamento com um qualquer programa de tratamento digital, vem abrir novos caminhos na sua execução.
O mercado vai gradualmente estabilizar nas propostas que apresenta (não é indiferente ao momento de crise económica que atrevessa) e assim teremos mais tempo para definir as àreas ou a temática que interessará mais a cada autor e permitindo ainda, dimensionar a importância de cada área de produção.
A Fotografia é um mundo para lá da rede e das redes sociais são biliões de imagens em circulação e a selecção será feita por forma a satisfazer interesses vários e que ultrapassam em muito o espaço da movimentação individual. A Fotografia está na sua hora H e o autor vai ter de desbobrir o seu dia D.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A Fotografia e o Acaso - Ronaldo Entler


Muitos e variados textos fazem as delícias do meu pensamento fotográfico. Alguns pelo seu maior interesse ou desafio (opção pessoal é certo) vão aqui sendo destacados. Este é por certo destinado a provocar intensas interrogações.


http://libdigi.unicamp.br/document/?down=vtls000093499