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terça-feira, 19 de julho de 2011

FOTOGRAFIA E TEMPO: VERTIGEM E PARADOXO

CLÁUDIA LINHARES SANZ

"Resumo
A atualidade está, cada vez mais, saturada de fotografias e esvaziada de duração. Nesse sentido, a experiência temporal parece ser o elemento central pelo qual se efetuam as transformações da subjetividade contemporânea e essa alteração é acompanhada de uma alteração também significativa na produção imagética, sobretudo fotográfica. A fotografia que, pelo menos desde o final do século XIX, faz parte de um patrimônio coletivo, narrado e transmitido através de gerações, se transforma de modo significativo nesse novo contexto. Para pensar as inéditas dimensões dessa experiência é necessário, portanto, tratar a fotografia não como simples representação do tempo, ou síntese espacial, mas como, ela própria, experiência de cunho temporal, reunindo tanto uma dimensão epistemológica e cronológica, quanto uma dimensão existencial e anacrônica."

Espero que, ao lerem o resumo com que Cláudia Sanz abre o seu trabalho, sintam o desafio que me agarrou para a leitura de uma penada de algo que me entusiasma na fotografia, a sua relação com o Tempo. E, se na minha forma de corporizar a ideia de relação entre Tempo e Fotografia abri mão de uma frase que me acompanha desde há alguns anos "A Fotografia é o percurso da Luz no Tempo", Cláudia Sanz leva-nos ao encontro dos muitos tempos de que é feita a Fotografia. 


Aqui deixo o endereço onde podem descarregar o texto completo

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Fotografia por celular: questionando novas práticas e dinâmicas de comunicação

Pois é, quando alguns anos atrás com ar um pouco lacónico, a alguns elementos de uma antiga instituição de prática e ensino da Fotografia eu dizia " bem, há mais inscrições nos cursos de fotografia para aprenderem a fotografar... com o telemóvel. Riram-se, eu também.
Mas, bem vistas as coisas, o telemóvel é bem mais responsável que qualquer marca ou proposta de câmara fotográfica para a democratização da fotografia. Ao lado de Karla Schuch Brunet quanto ao peso que os telemóveis com câmara tiveram na sua relação com a câmara criada por George Eastman.

O telemóvel pode até, ser responsável por uma certa mediocratização da mesma, mas aí, outros factores merecem interesse e observação para um melhor entendimento do facto.
Por mediocratização entenda-se, democratização da mediocridade. Assumo a criação e utilização da expressão.

Karla Schuch Brunet, da Facom/Universidade Federal da Bahia através de de uma interessante dissertação faz-nos percorrer o quão instantâneo quanto efémero percurso que à fotografia obtida com telemóvel, é dado.


"A fotografia por celular tornou-se a foto do momento, de guardar uma experiência passada e revivê-la segundos depois. O passado na fotografia por celular é instantâneo e esticado por alguns segundos mais. Diferente um pouco de passado na fotografia tradicional atribuído por Roland Barthes (1984). Aquelas eram fotos de um passado longínquo, extinguido pela distância e tempo, funcionavam como uma prova de que algo existiu. Esta instantaneidade do tempo passado pode ser exemplificada pela expressão usada por Rob Shields (2007), em seu texto “Mobile Phone Imaging as Gesture and Momento”9: “Look! Its us 5 seconds ago!”10." in Fotografia por celular: questionando novas práticas e dinâmicas de comunicação

O efémero e o perpétuo na fotografia

Um livro e uma apresentação. O autor de " Os Tempos da Fotografia – O Efêmero e o Perpétuo " apresentado por José Reinaldo Martins. Um pequeno texto que nos dá a conhecer uma temática que me desafia. A Fotografia e sempre. "o percurso da Luz no Tempo" uma proposta que aqui deixo.

Descarregável em PDF da ligação

© António Campos Leal